segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Passado

Minha mãe reouve uma carta escrita por um tio avô meu (Hélio) destinada à sua irmã (minha tia avó chamada Lígia).
Abaixo a carta:




(Como não dá pra ler, reescrevo abaixo)

Deus de bondade e de piedade

Um Deus de amor, de luz e de bondade
deu-me este coração, para a ternura
dos sonhos bons;e, louco de ansiedade
ele sonhou mil sonhos de ventura

Sonhou - e, jovem quem sonhar não há-de?
com essa perfeição, fragrancia pura
que ao vento se desfaz da adversidade
e deixa n'alma o espinho da amargura...

Sonhou... Não foi feliz, porquê na vida
quantas vezes a história mais querida
é o lado oposto da felicidade!

Sofreu. E um dia o coração curou-se
mercê do esquecimento que lhe trouxe
um Deus de amor, de luz e de piedade.


Para a querida mana Lígia com um abraço e a saudade do Hélio.
(04/11/50)

Nenhum comentário:

Postar um comentário